Antitrinitarismo Adventista Moderno: Reflexões Hermenêuticas
Alberto R. Timm, Ph. D., aposentado, foi diretor associado do White State (Centro White) e do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral, reitor dos cursos de teologia da Divisão Sul-americana da IASD (DSA), diretor do Centro White (Unasp) e professor de teologia na Faculdade Adventista de Teologia. Com um currículo pastoral e acadêmico muito extenso, destacamos sua obra “O Santuário e As Três Mensagens Angélicas” dentre os mais de 10 livros e 400 artigos que escreveu.
Tradução: Hugo Martins
O artigo “Antitrinitarismo Adventista Moderno: Reflexões Hermenêuticas” (Original em Inglês: “Modern Adventist Anti-Trinitarianism: Hermeneutical Reflections”), por Ekkehardt Mueller, foi publicado, inicialmente, pelo Adventist Biblical Research Institute. Usado com permissão.
Os escritos adventistas antitrinitários modernos são geralmente elaborados com um tom muito assertivo, dando a impressão de que sua compreensão da Divindade é homogênea, solidamente fundamentada nas Escrituras e nos escritos de Ellen G. White, e fiel aos pontos de vista dos pioneiros. De fato, diversos pioneiros adventistas do sétimo dia não entendiam a Divindade como Guilherme Miller em sua “Declaração de Fé” (1822): “Eu acredito em um Deus vivo e verdadeiro, e que há três pessoas na Divindade,”1 ou como nas crenças 2–5 das “Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia” (revisadas em 2015). Mas será que a abordagem hermenêutica dos adventistas antitrinitários modernos é biblicamente sólida e está em harmonia com o que Ellen White afirmou?
O presente artigo fornece uma breve análise comparativa dos pontos de vista de alguns pioneiros adventistas influentes e de alguns antitrinitários modernos, com ênfase especial em (1) divindade de Cristo, (2) divindade do Espírito Santo, (3) tradição e nova luz, (4) confiabilidade da Bíblia, (5) confiabilidade dos escritos de Ellen White, (6) abordagem hermenêutica, e (7) apostasia da verdade. Devido ao escopo limitado deste artigo, apenas alguns representantes de cada grupo são citados com o objetivo de apresentar o assunto.
Divindade de Cristo
Os escritos adventistas antitrinitários modernos sobre a divindade de Cristo mostram alguns paralelos com antigos credos ecumênicos. Por exemplo, o Credo de Niceia (325 E.C.) afirma que Cristo é “gerado do Pai, isto é, da substância do Pai, . . . gerado, não criado, consubstancial ao Pai.”2 Credo Niceno-Constantinopolitano (381 E.C.) dá um passo adiante ao afirmar que Cristo foi “gerado do Pai antes de todos os séculos.”3 Alinhados a esta tradição de credo, antitrinitários modernos preferem a tradução do grego monogenēs como “único [filho] gerado” (Jo 1:18; 3:16, 18; 1 Jo 4:9) — preservada na Vulgata Latina — em vez de “único filho/único filho” (BJ, AVM, BLT, NTLH, NVT), ou “filho unigênito” (NAA, NVI).
Pioneiros Adventistas
Havia opiniões divergentes sobre a natureza de Cristo entre os primeiros adventistas sabatistas. Por exemplo, em 1854, J. M. Stephenson usou a lógica humana para defender a sua crença ariana de que Cristo teve uma origem e um começo. Para ele, “a ideia de Pai e Filho supõe prioridade da existência de um e da existência subsequente do outro.” Na visão dele, “dizer que o Filho é tão velho quanto o seu Pai é uma evidente contradição terminológica. É uma impossibilidade natural que o Pai seja tão jovem quanto o Filho, ou que o Filho seja tão velho quanto o Pai.”4
Em 1865, Urias Smith sugeriu que a expressão “o princípio da criação de Deus” (Ap 3:14) implica que Cristo “não foi o iniciador, mas o início da criação, datando sua existência muito antes de qualquer outro ser ou coisa criada, ao lado do Deus autoexistente e eterno.”5 Posteriormente, em 1882, embora ainda acreditasse que Cristo teve um começo, Smith argumenta com mais cautela que a expressão em consideração não implica “que Cristo foi o primeiro ser criado,” mas sim “que a obra da criação, estritamente falando, foi iniciada por ele.”6 Da mesma forma, em 1890, E. J. Wagoner declarou que “houve um tempo em que Cristo procedeu e veio de Deus, do seio do Pai (Jo 8:42, 1:18), mas esse tempo remonta longinquamente na eternidade, que, para a compreensão finita, entende-se praticamente sem começo.”7
Em contraste, Ellen White citou muitas vezes a expressão “Filho unigênito”, mas nunca retratou Cristo como tendo tido um começo. Para ela, Cristo é coeterno com o Pai. Em 1878 ela se referiu a Cristo como “o eterno Filho de Deus.”8 Em 1887 ela afirmou que “como membro da família humana, ele [Cristo] era mortal, mas como Deus, ele era a fonte de vida para o mundo.”9 Dez anos depois (1897), ela declarou em termos inequívocos que em Cristo “havia vida, original, não emprestada, não derivada.”10 Refletindo sobre a expressão “antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8:58), Ellen White acrescentou em 1900 que “Cristo é o Filho de Deus preexistente e autoexistente” e que “nunca houve um tempo em que ele não estivesse em estreita comunhão com o Deus eterno.”11
Antitrinitários Modernos
Diversos antitrinitários adventistas entendem a palavra “gerado” como implicando a filiação literal de Cristo. Em 1995, Fred Allaback argumentou que “Deus, o Pai, é o único ser no universo que não teve começo algum.”12 Assumindo que “Deus, o Pai, era o verdadeiro Pai de Jesus” desde a eternidade, o mesmo autor afirma que “o Filho unigênito do Pai era uma duplicação de si mesmo.”13 Ao usar a expressão “duplicação de si mesmo,” Allaback excedeu até mesmo os credos ecumênicos mencionados acima ao explicar a inexplicável natureza divina de Cristo.
Um ano depois, em 1996, Rachel Cory-Kuehl redefiniu o conceito de “eternidade” para que Cristo pudesse ser ao mesmo tempo gerado do Pai e autoexistente. Nas palavras dela, se Cristo “tivesse existido com o Pai desde a eternidade ou mesmo ‘toda a eternidade,’ então, talvez, a eternidade, um conceito de tempo, teve um começo.”14 Nesse caso, “a eternidade começou com Cristo.”15 Então, na opinião dela, “Dizer que Cristo era autoexistente não exclui que ele tenha sido gerado. Uma vez gerado à imagem exata do Pai, ele então seria autoexistente.”16 Mas este tipo de raciocínio não resolve a tensão entre estas duas ideias contraditórias que não podem ser harmonizadas. Em outras palavras, Cristo ou é autoexistente (como afirmou Ellen White) ou foi gerado (como sustentam os antitrinitários). Além disso, se a eternidade teve um começo, como sugere Cory-Kuehl, então a eternidade não é eternidade.
Com uma noção literalista semelhante de Cristo como sendo o Filho literal do Pai celestial, Allen Stump argumentou em 1997 que “as escrituras afirmam claramente que Deus e Cristo são dois seres distintos e que os termos ‘Pai’ e ‘Filho’ não são usados para expressar os papéis retratados, mas sim para expressar um relacionamento real e pessoal entre os dois.” Isto parece implicar que, para Stump, a existência de Cristo derivou literalmente do Pai.17
Assumindo que “Cristo teve um começo nos dias antigos, nos primórdios da eternidade, quando não havia terra,” Joe Harricharan sugere mais explicitamente que “Cristo veio de seu Pai, e nós viemos de nossos pais.”18 Sem explicar o que realmente significa “gerado”, Ken LeBrun afirmou que “a vida do Pai e a vida do Filho são uma.”19 Para Ingo Sorke, a guerra no céu começou pela filiação real (não metafórica) de Cristo e ainda “incita a fúria do inimigo.”20
Diversos antitrinitários modernos tendem a distorcer o significado das declarações de Ellen White que contradizem os próprios postulados deles. Desta forma, Paul Chung redefiniu as palavras-chave de sua citação clássica de que em Cristo “havia vida, original, não emprestada, não derivada,”21 fazendo-as apoiar a teoria de que Cristo teve um começo.22 Ele qualificou a declaração dela de que “nunca houve um tempo em que Ele não estivesse em estreita comunhão com o Deus eterno”23 como uma mera figura de linguagem, e propôs que “a maneira correta” de entender isso seria que “nunca houve um tempo em que ele [Cristo] não estivesse em estreita comunhão com o Deus eterno (DESDE que o Filho foi gerado pelo Pai).”24 Neste caso, “nunca” não significaria necessariamente “nunca” (como Ellen White declarou originalmente), mas apenas desde a sua geração (como sugerido por Paul Chung). Inegavelmente, com este tipo de distorção semântica e hermenêutica, o leitor pode facilmente fazer Ellen White dizer o que ele ou ela quiser que ela diga.
Divindade do Espírito Santo
Outro componente crucial do pensamento antitrinitário adventista moderno é a negação da personalidade distinta do Espírito Santo. Pelo menos alguns desses postulados remontam a alguns teólogos antigos e medievais. Por exemplo, Ambrósio de Milão (c. 339–397 E.C.) afirma que “o Espírito Santo, também, quando procede do Pai e do Filho, não está separado do Pai nem separado do Filho. . . . Porque onde está o Pai também está o Filho, e onde está o Filho está o Espírito Santo.”25 Anselmo de Cantuária (1033–1109) argumenta que “se é verdade que o Espírito Santo procede do Filho como procede do Pai, concluímos naturalmente que o Espírito é o Espírito do Filho, bem como do Pai.”26 Confissão de Fé Reformada de Westminster (1647) declara: “O Pai não é de ninguém, nem gerado nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo procede eternamente do Pai e do Filho.”27 Estes conceitos seriam ecoados em termos mais definidos pelos antitrinitários modernos.
Pioneiros Adventistas
Houve de fato uma tendência significativa entre os primeiros adventistas do sétimo dia de negar a personalidade do Espírito Santo. Em 1875, J. H. Waggoner apontou diferentes nuances da palavra “pessoa” aplicada ao Espírito Santo. Ele declarou:
Há uma questão que tem sido muito controversa no mundo teológico, questão tal que nunca ousamos tratar: personalidade do Espírito de Deus. As ideias predominantes pessoais são muito diversas, muitas vezes grosseiras, e a palavra é entendida de forma diferente; de modo que não podemos esperar unanimidade sobre este ponto até que todos sejam capazes de definir precisamente o que querem dizer com a palavra, ou até que todos concordem sobre um sentido particular em que a palavra deve ser usada.28
Curiosamente, um dos mais fortes críticos do adventismo, D. M. Canright, escreveu uma série de duas partes em 1878 intitulada “O Espírito Santo. O Espírito Santo não É Uma Pessoa, mas Uma Influência que Procede de Deus.”29 Ele afirmou que “a verdade simples é que Deus é uma pessoa real, em forma corpórea; e que o Espírito Santo é verdadeiramente o Espírito de Deus, uma influência divina procedente do Pai e do Filho, como seu poder, energia, etc.”30 Em 1891, Uriah Smith sugeriu que “o Espírito Santo é o Espírito de Deus; é também o Espírito de Cristo. É essa emanação divina e misteriosa por meio da qual eles levam adiante a obra grande e infinita deles.”31 Contudo, nem todos partilhavam desta opinião. Já em 1896, George C. Tenney reconheceu que “não podemos descrever o Espírito Santo. Pelas figuras apresentadas em Apocalipse, Ezequiel e outras Escrituras, e pela linguagem usada em referência ao Espírito Santo, somos levados a acreditar que ele é algo mais do que uma emanação da mente de Deus. Ele é mencionado como uma personalidade e tratado como tal.32
Enquanto isso, Ellen White escreveu em 1896 que o mal “ só poderia ser contido e resistido pelo grande poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, que viria sem energia modificada, mas na plenitude do poder divino.”33 Em 1897, ela acrescentou que “o príncipe do poder do mal só pode ser controlado pelo poder de Deus na terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo.”34 O mesmo conceito também aparece em O Desejado de Todas as Nações (1898): “Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Divindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder.”35 A partir de então, a expressão “a terceira pessoa da Divindade” seria repetida repetidas vezes nos escritos adventistas.
Ellen White também enfatizou a personalidade do Espírito Santo quando declarou na Austrália em 1899: “Precisamos compreender que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa quanto Deus, está caminhando por estes terrenos [da Escola Avondale].”36 Em 1901, ela declarou: “Quando tivermos aceitado a Cristo, e em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, teremos pleiteado a servir a Deus, o Pai, Cristo e o Espírito Santo —os três dignitários e poderes do céu— pleiteando que todas as facilidades nos serão dadas se cumprirmos os nossos votos batismais.”37
Em 1905, Ellen White foi além, dizendo: “Existem três pessoas vivas no trio celestial; em nome desses três grandes poderes —o Pai, o Filho e o Espírito Santo— aqueles que recebem a Cristo pela fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os fiéis obedientes do céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo.”38 E no ano seguinte (1906), ela declarou: “O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. . . . O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia sondar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus.”39
Mesmo assim, adventistas antitrinitários modernos negam a personalidade do Espírito Santo, assumindo que uma pessoa é apenas um ser físico, visível e singular, com uma presença restrita e atividades limitadas. Mas a Palavra inspirada nos diz que o Espírito Santo é um ser divino, pessoal e espiritual, ao mesmo tempo unido e distinto do Pai e do Filho.
Antitrinitários Modernos
Existem opiniões diferentes sobre o Espírito Santo entre os adventistas antitrinitários modernos e não há unidade naquilo que eles propõem. Alguns falam do Espírito Santo como sendo ao mesmo tempo o Espírito do Pai e de Cristo. Em 1996, Rachel Cory-Kuehl afirmou que “não existem dois espíritos, um espírito de Cristo e um espírito do Pai. O Espírito Santo é então o espírito do Pai e do Filho.”40 Em 2004, Lynnford Beachy acrescentou que “quando recebemos o dom do Espírito Santo, recebemos tanto o Espírito do Pai como o Espírito de Cristo (Romanos 8:9–11), e não um terceiro ser ou pessoa, separado e distinto do Pai e do Seu Filho.”41
Outros antitrinitários se referem ao Espírito Santo como sendo o próprio Cristo. Nesta linha, David Clayton identificou o Espírito Santo como sendo “a vida de Cristo” e “o próprio Cristo glorificado.”42 Então, “quando Cristo morreu, sua vida divina (o Espírito Santo) não morreu.”43 O mesmo autor sugeriu que Jesus tinha que ir embora antes que o Espírito Santo pudesse vir (Jo 16:7) “porque o Espírito Santo é a vida de Jesus e esta vida de Jesus não estava disponível para nós enquanto ele estava em sua forma humana”, e que Jesus falou do Espírito Santo como uma pessoa separada de si mesmo (Jo 14:16–17, 26) “porque Ele estava voltando em OUTRA forma: Em uma forma glorificada.”44
David Barron declarou em 2012 que “o Espírito Santo é a mente de Cristo.”45 Em 2019, Chung acrescentou que “o Espírito Santo é verdadeiramente Cristo, mas não em personalidade quando se trata do Espírito em seu coração. É a mente/caráter/personalidade de Cristo que recebemos através de sua palavra falada que vem dele mesmo. . . . Desta forma, temos o Pai e o Filho, pois temos a mente/personalidade deles em nossos corações, produzida pela palavra de Deus.”46
Talvez nenhuma outra declaração de Ellen White tenha causado tantos problemas aos antitrinitários quanto a afirmação dela de que “Existem três pessoas vivas no trio celestial; em nome desses três grandes poderes —o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”47 Em vez de manter o Espírito Santo como uma terceira pessoa da Divindade, o ministério As It Reads [Como Se Lê] propôs que “o trio celestial é o Pai, o Filho e o Espírito de Cristo.”48 Para Allen Davis, “o Espírito Santo é a mente, o poder e a presença pessoal da própria vida de Deus que o Pai nos envia através de seu Filho. Não é uma pessoa separada da divindade que está sendo enviada, é a própria vida de Deus vindo a nós por meio de seu Filho amado.”49
Outros antitrinitários modernos não têm medo de substituir o Espírito Santo por Lúcifer. Por exemplo, Fred Allaback afirmou em 1995 que Lúcifer “conseguiu seduzir um terço dos anjos de Deus a acreditar que ele deveria ser exaltado e adorado juntamente com o Pai e o Filho; formando assim uma TRINDADE coigual.”50
Fica muito evidente que não há unidade entre as diversas vozes antitrinitárias. Estas posições e interpretações contraditórias deixam o buscador da verdade muito confuso sobre qual das várias teorias propostas deve ser seguida.
Tradição e Nova Luz
Um terceiro aspecto crucial do debate trinitário na atualidade é a autoridade da tradição e a abertura a uma nova luz. A Igreja Católica Romana tem colocado muita ênfase na autoridade dos chamados pais da igreja. Em 1546, o Concílio de Trento, Sessão 4, emitiu um decreto proibindo qualquer interpretação das Sagradas Escrituras “contrária ao consentimento unânime dos pais [da igreja].”51 Em 1965, a Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina DEI VERBUM confirmou que “tanto a tradição sagrada como a Sagrada Escritura devem ser aceitas e veneradas com o mesmo sentido de lealdade e reverência.”52 Adventistas antitrinitários modernos citam alguns pioneiros adventistas porque acreditam que eles tinham uma visão mais biblicamente correta sobre o assunto e porque apoiam a posição deles. Ao fazê-lo, contudo, existe o perigo de uma tendência subtil de ter uma mentalidade católica romana semelhante, quando atribuem aos pioneiros adventistas um grau de autoridade semelhante ao que os pais da igreja têm na teologia católica romana.
Pioneiros Adventistas
Adventistas sabatistas mantiveram a visão elevada de William Miller das Escrituras como a revelação confiável e coerente de Deus para a humanidade.53 Por exemplo, Tiago White declarou em Uma Palavra ao “Pequeno Rebanho” (1847) que “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa” e “nossa única regra de fé e prática.”54 O terceiro artigo da declaração de 1872 das Crenças Fundamentais Adventistas do Sétimo Dia, elaborada por Uriah Smith, afirma de forma semelhante que “as Sagradas Escrituras, do Antigo e do Novo Testamento, foram dadas por inspiração de Deus, contêm uma revelação completa de sua vontade ao homem e são a única regra infalível de fé e prática.”55
Em 1884, Ellen White declarou: “Deus terá um povo na terra para manter a Bíblia e somente a Bíblia, como o padrão de todas as doutrinas e a base de todas as reformas.”56 Em 1901 ela advertiu: “A verdade de Deus é encontrada em sua palavra. Aqueles que sentem que devem procurar a verdade presente em outro lugar precisam ser convertidos novamente.”57
Embora mantivessem a visão de que todos os componentes do amplo espectro da verdade formavam um sistema harmonioso, os primeiros adventistas do sétimo dia viam a formulação de credos como uma inibição à busca contínua e ao compromisso com a verdade bíblica. Em 1892, Ellen White afirmou claramente:
Não há desculpa para ninguém assumir a posição de que não há mais verdade a ser revelada e que todas as nossas exposições das Escrituras estão isentas de erros. O fato de certas doutrinas terem sido consideradas verdade durante muitos anos pelo nosso povo, não é uma prova de que as nossas ideias sejam infalíveis. O tempo não transforma o erro em verdade, e a verdade deve ser justa. Nenhuma doutrina verdadeira perderá algo por causa de uma investigação minuciosa.58
A busca contínua por uma compreensão mais profunda da verdade bíblica é a própria essência do pensamento e da prática adventista do sétimo dia.
Antitrinitários Modernos
Adventistas antitrinitários modernos afirmam aceitar a plena autoridade das Escrituras, mas isto não é claramente demonstrado no seu uso prático. As referências sistemáticas deles aos pioneiros adventistas parecem lhes conceder uma autoridade que é mais importante que as Escrituras. Na verdade, muitos demonstram uma forte tendência a considerar a tradição adventista primitiva como decisiva em questões doutrinárias, especialmente sobre a natureza da Divindade. Para eles, a antiga tradição adventista não-trinitária é o único critério confiável para compreender a natureza de Cristo e a natureza do Espírito Santo, e afastar-se dela significa uma apostasia da verdade inaceitável. Isto fica muito evidente nas diversas publicações deles.
No seu apelo publicado aos delegados da Sessão da Conferência Geral de 1995 em Utrecht, na Holanda, Fred Allaback citou diversos pioneiros não-trinitários como um endosso à moderna causa antitrinitária, sugerindo que qualquer desvio do ponto de vista deles seria uma apostasia da “posição histórica adventista de que o ‘único Deus’ é o Pai.”59 Compilações ainda mais ampliadas dos escritos dos pioneiros foram produzidas por Lynnford Beachy60 e pelo ministério As It Reads [Como Se Lê].61 Aparentemente, adventistas antitrinitários modernos atribuem a alguns pioneiros adventistas o mesmo nível de autoridade que os católicos romanos atribuem aos antigos pais da igreja. Devemos, de fato, muito à rica base bíblica dos nossos pioneiros, mas nunca deveríamos elevar os seus ensinamentos como sendo a “luz maior” para compreender a “luz menor” das Escrituras.
Adventistas antitrinitários modernos rotulam como “erro progressivo” qualquer novo refinamento na compreensão da Divindade.62
Confiabilidade da Bíblia
Outra questão significativa envolvida nos debates trinitários é o nível de confiabilidade das Sagradas Escrituras. Alguns antitrinitários não têm dificuldade em propor que as passagens bíblicas que não concordam com os seus próprios postulados foram intencionalmente corrompidas para favorecer os pontos de vista trinitários. Por exemplo, no Apêndice N, “Corrupções Textuais que Favorecem A Posição Trinitária,” do livro Um Deus e Um Senhor: Redescobrindo a Pedra Angular da Fé Cristã, Mark H. Graeser, John A. Lynn e John W. Schoenheit listam quarenta e uma passagens do Novo Testamento supostamente adulteradas com essa intenção.63 Uma visão semelhante pode ser encontrada também em alguns círculos adventistas antitrinitários modernos.
Pioneiros Adventistas
A literatura adventista primitiva apoia fortemente a infalibilidade e a confiabilidade das Escrituras. Em 1867, a Review publicou uma série de vinte e dois editoriais em resposta às chamadas “autocontradições” da Bíblia levantadas por infiéis contra o seu conteúdo. Esta série enfatiza a harmonia e a confiabilidade da Bíblia.
Sem subscrever as teorias modernas de inerrância, Ellen White acreditava que o Espírito Santo não só inspirou toda a Bíblia (2 Tm 3:16), mas também preservou a sua confiabilidade ao longo dos séculos. Ela confirma que “os manuscritos das Escrituras Hebraica e Grega foram preservados através dos tempos por um milagre de Deus.”64 Na verdade, “o Senhor preservou este Livro Sagrado pelo seu próprio poder milagroso na sua forma atual.”65 Portanto, “a Palavra de Deus é infalível; aceite-a como ela é lida; olhe com confiança para Deus.”66 “Se não quisermos construir nossas esperanças no céu sobre um fundamento falso, devemos aceitar a Bíblia como ela é e crer que o Senhor quer dizer o que diz.”67 “Irmãos, apeguem-se à sua Bíblia, como ela é lida, e parem com suas críticas em relação à sua validade, e obedeçam à Palavra, e nenhum de vocês se perderá.”68
Antitrinitários Modernos
Na literatura adventista antitrinitária moderna, podemos encontrar diferentes abordagens à confiabilidade da Bíblia. Embora muitos deles acusem os teólogos adventistas do sétimo dia (especialmente LeRoy E. Froom) de terem interpretado mal as Escrituras para sustentar a suposta heresia trinitária,69 pelo menos alguns antitrinitários se aventuram no reino da crítica textual, alegando que Eusébio de Cesareia (263–339 E.C.) influenciou alguns escribas a inserir sentenças e expressões heréticas no texto das Escrituras, uma delas sendo fórmula batismal trinitária de Mateus 28:19. Eles afirmam que a fórmula batismal original era apenas “em meu nome” e não “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”70
Examinando o aparato crítico do Novo Testamento Grego Nestlé-Aland, pode-se ver que não há variante textual do texto grego original de Mateus 28:19. Isto significa que a sugestão de uma inserção herética dessa cláusula simplesmente não se sustenta. Mesmo assim, poderia a fórmula trinitária ser considerada uma afirmação estranha ao conteúdo real do evangelho de Mateus? De forma alguma. Grant R. Osborne explica que, nesta fórmula, Jesus está “reunindo suas muitas declarações sobre seu Pai ([Mateus] 5:48; 6:1, 4; 11:25–27; 24:36), sobre si mesmo como o Filho (16:27; 24:36) e o Espírito Santo (12:18, 28, 32); e Mateus está mais uma vez (como em todos os discursos) abreviando um longo ensino de Jesus no monte da revelação.”71
É digno de nota mencionar que Ellen White citou muitas vezes a fórmula batismal de Mateus 28:19 em seus escritos, mas ela nunca a criticou como corrompida ou problemática. Por exemplo, já em 1854, ela declarou: “Tendo recebido a sua comissão de Deus, e tendo a aprovação da igreja, eles [os líderes da igreja apostólica] saem batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”72 Em 1877, ela acrescentou: “João batizou para o arrependimento, mas os discípulos de Jesus, por profissão de fé, batizaram em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”73 Em 1904, ela declarou:
Quando um cristão se submete ao solene rito do batismo, os três maiores poderes do Universo — o Pai, o Filho, e o Espírito Santo — dão Sua aprovação ao seu ato, comprometendo-Se a exercer Seu poder em seu favor ao ele esforçar-se para honrar a Deus. . . . Os três grandes poderes do Céu Se comprometem a providenciar ao cristão toda a assistência que ele requer.74
Em 1909, após citar novamente a fórmula batismal trinitária de Mateus 28:19, Ellen White afirmou: “Estas são palavras de inspiração. Você não precisa temer estar cometendo um erro ao acreditar plenamente neles.”75 Este presente estudo não encontra nenhum dos primeiros adventistas do sétimo dia questionando a autenticidade da fórmula trinitária.
Confiabilidade dos Escritos de Ellen White
Intimamente relacionada com as discussões sobre a confiabilidade da Bíblia está também a questão da confiabilidade dos escritos de Ellen White. O ex-ministro adventista Dudley M. Canright (1840–1919), que se tornou um dos críticos mais severos do adventismo, já desafiou corajosamente a credibilidade do dom profético de Ellen White porque “ela frequentemente mudava o que havia escrito e passava a escrever de maneira muito diferente.”76 É verdade que Ellen White revisou alguns de seus escritos anteriores para fins de esclarecimento, mas sem contradizê-los. O argumento de Canright é típico daqueles que acreditam numa inspiração verbal/mecânica. Raciocínios semelhantes são usados por alguns adventistas antitrinitários modernos.
Pioneiros Adventistas
Após o desapontamento de outubro de 1844, adventistas sabatistas se tornaram cada vez mais convencidos de que os escritos de Ellen White eram profeticamente inspirados e totalmente confiáveis. Ao longo dos anos, esta confiança foi confirmada não apenas em livros e artigos adventistas, mas também em muitas ações oficiais da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia realizadas ao longo dos anos.
A própria Ellen White cria que Deus a chamou para ser sua mensageira especial e que seus escritos são inspirados profeticamente. Embora profundamente preocupada com aqueles que distorciam o significado dos seus escritos, ela nunca culpou a liderança da igreja ou qualquer editora adventista por ter adulterado os seus escritos. Se fosse o caso, ela poderia facilmente ter corrigido, o que nunca fez. Ellen White, então, nunca duvidou da autenticidade e confiabilidade de seus escritos publicados pelas editoras denominacionais.
Antitrinitários Modernos
Em contraste com os pioneiros adventistas (incluindo a própria Ellen White), diversos adventistas antitrinitários modernos usam uma abordagem crítica que lhes permite questionar até mesmo a autenticidade dos escritos dela. Por exemplo, Goran Šušljić afirma:
Na década de 1880, um pequeno círculo de teólogos supremos apóstatas iniciou um “projeto” de introdução da doutrina da Trindade. . . . Os líderes da apostasia enviaram Ellen White para a Austrália em 1891 (setembro), contra a vontade de Deus e dela, para a luta dela pela verdade, para que pudessem pacificamente complementar o livro “A Vida de Jesus Cristo” com palavras adicionais sobre o Espírito Santo, ou seja, a Trindade.77
O livro A Divindade (2003) afirma que em 1888 um processo de apostasia começou dentro da igreja, orquestrado pela própria liderança, culminando na “adulteração dos testemunhos de Ellen White.”78 Na mesma linha, alguém chegou a afirmar que “mãos criminosas adulteraram os escritos de Ellen White.”79 O resultado natural desta afirmação é simplesmente que os escritos de Ellen White não são confiáveis.
Sobre as declarações trinitárias encontradas no livro de Ellen White, O Desejado de Todas as Nações (1898), Fred Allaback argumenta que “as declarações controversas encontradas em ‘O Desejado de Todas as Nações’ não representam a tentativa dela de reconhecer publicamente qualquer mudança e/ou esclarecimento em seu pensamento, mas, em vez disso, representam uma manipulação e/ou má interpretação de seus escritos, dos quais ela não teve parte consciente.”80 Em 1999, Lynnford Beach argumenta que a secretária de Ellen White, Marian Davis, foi influenciada por W. W. Prescott e Camden Lacey “para fazer pequenas alterações de modo que parecesse que Ellen White estava ensinando a doutrina trinitária.”81
Tim Poirier, vice-diretor do Centro White, demonstra de forma convincente a autenticidade das declarações trinitárias de Ellen White em O Desejado de Todas as Nações.82 No entanto, alguns antitrinitários questionam a autenticidade da frase que diz: “O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade da humanidade e independente dela.”83 Eles também criticam como as citações de Ellen White foram compiladas na seção “Deturpações de Deus” no livro Evangelismo (1946),84 acusando LeRoy E. Froom de ter “manipulado citações de E. G. White para aparentemente apoiar a posição trinitária.”85 Outros questionam a autenticidade da declaração dela de que os remidos no céu “se prostrarão e adorarão o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”86 Brendan Paul Valiant alegou que a declaração de Ellen White de que “o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa quanto Deus é uma pessoa”87 “pode não ter sido suas palavras exatas.”88
Mas se esses escritos foram distorcidos para apoiar a Trindade, que garantia temos de que não foram distorcidos também para provar outros ensinamentos heréticos? Quer os antitrinitários modernos o admitam ou não, o resultado natural dos seus raciocínios é que os escritos dela já não são totalmente dignos de confiança e precisam de ser corrigidos pelo leitor moderno.
Abordagem Hermenêutica
Todos os ensinamentos religiosos distorcidos derivam de alguns falsos princípios hermenêuticos aplicados na interpretação das Escrituras. Algumas práticas hermenêuticas problemáticas aparecem entre os adventistas antitrinitários modernos que tentam provar a visão deles.
Pioneiros Adventistas
Os primeiros adventistas sabatistas deviam muito a Guilherme Miller e aos princípios hermenêuticos dele. Antes de sua conversão, Miller ficou muito perplexo com o que considerava “inconsistências e contradições na Bíblia.” Mas, após sua conversão e estudo sistemática da Bíblia, permitindo que “cada palavra tivesse sua devida relação com o assunto do texto,” ele ficou “satisfeito de que a Bíblia é um sistema de verdades reveladas, dadas de maneira tão clara e simples, que o ‘leitor, mesmo tolo, não precisa errar nisso’.”89 Em seu artigo “A Bíblia é Seu Próprio Intérprete” (1840), Miller declarou: “Para entender uma doutrina, reúna todas as escrituras sobre o assunto que você deseja conhecer, e então deixe que cada palavra tenha sua influência adequada” e permita que as Escrituras sejam “seu próprio expositor”.90
Seguindo a mesma linha, na Verdade Presente de dezembro de 1849, Tiago White declarou que “As Escrituras devem explicar as Escrituras — então conseguiremos perceber uma completa harmonia.”91 Em 1854, ele acrescentou: “Digamos: Tenhamos uma Bíblia completa e deixemos que ela, e somente ela, seja nossa regra de fé e dever.”92 Nesta declaração, ele enfatizou claramente os princípios protestantes da Sola Scriptura (“Somente Escritura”) e da Tota Scriptura (“Toda Bíblia”), que proíbem qualquer leitura dicotômica e seletiva das Escrituras. Em 1901, Ellen White acrescentou: “A Bíblia é seu intérprete. Com bela simplicidade, uma porção se liga à verdade de outra parte, até que toda a Bíblia se une em um todo harmonioso. Irradia de um texto luz para iluminar alguma porção da Palavra que tem parecido mais obscura.”93
Antitrinitários Modernos
Uma cuidadosa visão geral dos escritos adventistas antitrinitários modernos identifica pelo menos três abordagens hermenêuticas questionáveis. Uma delas é a tendência geral de seguir um método mais seletivo do que integrativo. Existem passagens bíblicas que falam apenas do Pai (Dt 32:6; Ml 2:10; Tg 1:27; 3:9; 1 Jo 3:1; etc.), do Pai e do Filho (Jo 1:1–3; 1 Co 8:6; Tt 1:4; etc.), e do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:19; 2 Co 13:14; Ef 1:3–14; A abordagem natural seria manter todos os três grupos de passagens num equilíbrio adequado, permitindo que o mais abrangente (neste caso, o terceiro grupo) permanecesse como o padrão de interpretação, o que os antitrinitários modernos não fazem.
Outro problema hermenêutico é o uso predominante do argumento do silêncio. Por exemplo, Rachel Cory-Kuehl argumentou: “Não encontrei nenhum mandamento nas Escrituras, ou nos escritos do Espírito de Profecia, de que devemos glorificar, dar graças, orar ou exaltar o Espírito Santo.”94 “Não há nenhuma passagem que diga: ‘o Espírito Santo amou o mundo’. Em nenhum momento Cristo disse: ‘Eu e o Espírito somos um’ ou ‘Eu vim em nome do Espírito’, ou ‘O Espírito busca adorá-lo’. Não há nenhuma declaração do Espírito de Profecia que diga que o Espírito Santo sofreu com o Filho.”95 Com essas declarações enganosas, Cory-Kuehl usa o argumento do silêncio para sugerir que o Espírito Santo só pode ser uma Pessoa se for explicitamente descrito como desempenhando as funções específicas do Pai e do Filho.
Sobre a palavra Trindade, Lloyd G. Martin escreveu: “A palavra Trindade não aparece nas Escrituras, nem há nenhuma palavra para a qual exista uma contraparte bíblica.”96 O ministério As It Reads [Como Se Lê] acrescenta: “Ellen White nunca usou a palavra ‘trindade’ para descrever Deus em quase 25 milhões de palavras dela, embora ela tivesse tido muitas oportunidades e conhecesse claramente a palavra.”97 O mesmo ministério também argumenta: “Existe algum versículo, em algum lugar nas Escrituras, onde ala do Espírito Santo sentado em um trono no céu?”98 Nessas declarações, a ausência da palavra “Trindade” e de uma alusão específica a um “trono” para o Espírito Santo são usadas para negar a sua personalidade.
Adventistas antitrinitários modernos também usam o argumento do silêncio para redefinir a palavra “pessoa” nos escritos de Ellen White. Por exemplo, Allen Davis sugeriu que Ellen White revelou a existência de três “Pessoas”, mas apenas dois “Seres” na Divindade. Visto que o Espírito Santo é chamado de “Pessoa” e não de “Ser”, ele não pode ser um Ser Divino distinto, mas apenas o Espírito de Cristo.99
Além do método seletivo e do argumento do silêncio, alguns antitrinitários também utilizam o método quantitativo baseado no número de ocorrências de uma determinada expressão. Lidando com a fórmula batismal, Ricardo Nicotra sugeriu um “balanço de evidências” em que trinta e seis referências a “em nome de Jesus” (At 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; Rm 6:3; Gl 3:27; etc.) deveriam prevalecer sobre a única alusão a “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19).100
Apostasia da Verdade
Não podemos concluir as nossas reflexões sem abordar a compreensão antitrinitária da grande apostasia pós-apostólica da corrente principal do cristianismo. O apóstolo Paulo alertou sobre tal apostasia futura (At 20:29–30; 2 Ts 2:3–4). Adventistas do sétimo dia têm visto esta apostasia como ocorrendo dentro do Catolicismo Romano e da sua influência.
Pioneiros Adventistas
A apostasia do cristianismo pós-apostólico estava geralmente relacionada, por exemplo, com a teoria antibíblica da imortalidade natural da alma, a mudança do sábado para o domingo e a supremacia papal. Alguns pioneiros adventistas não-trinitários também viam a Trindade como parte desta apostasia. Por exemplo, em 1861, J. N. Loughborough declarou que a “doutrina da Trindade foi trazida para a igreja quase ao mesmo tempo que a adoração de imagens e a guarda do dia do sol, sendo apenas uma doutrina persa remodelada.”101 Em 1869, R. F. Cottrell argumentou que defender a doutrina da Trindade é uma evidência de estar intoxicado “daquele vinho do qual todas as nações beberam” e de “uma das principais doutrinas, se não a principal, sobre a qual o bispo de Roma foi exaltado ao papado.”102
Ellen White, no entanto, não incluiu a Trindade entre as falsas doutrinas do Catolicismo Romano, conforme listadas nos capítulos 17–19 de Dons Espirituais, volume 1 (1858).103 Ela expandiu esses conceitos significativamente em seus livros O Espírito de Profecia, volume 4 (1884), e O Grande Conflito (1888, rev. 1911), mas sem incluir a Trindade entre os ensinamentos apóstatas do Catolicismo Romano. Se o argumento do silêncio — tão frequentemente usado pelos adventistas antitrinitários modernos — significa algo para os antitrinitários, então eles deveriam reconsiderar os seus postulados, permanecendo tão silenciosos sobre este assunto como Ellen White foi.
Antitrinitários Modernos
Em linha com alguns pioneiros adventistas não-trinitários — mas em nítido contraste com Ellen White — os adventistas antitrinitários modernos veem a Trindade provavelmente como o principal componente dos falsos ensinamentos católicos romanos.
Em 2000, Lloyd G. Martin afirmou que “a aceitação da Trindade é, na realidade, uma aceitação do papado, uma vez que a formação de um depende do desenvolvimento do outro.”104 Em 2017, Terry Hill propôs:
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, isto tem sido uma apostasia em desenvolvimento — significando um afastamento gradual das verdades simples das Escrituras para a aceitação de especulações de que Deus é uma trindade. Foi exatamente assim no cristianismo primitivo. É a história se repetindo. Infelizmente, o resultado da apostasia da verdade no cristianismo primitivo terminou numa apostasia completa de Deus. Precisamos estar cientes dessas coisas.105
Se a aceitação da Trindade tem implicações tão sérias como enfatizadas pelos adventistas antitrinitários modernos, por que Ellen White não destacou como eles destacam? Estaria ela escondendo a verdade ou eles estão seguindo o caminho errado?
Conclusão
Adventistas antitrinitários modernos afirmam ser os verdadeiros sucessores dos pioneiros adventistas não-trinitários. Mas uma análise mais cuidadosa dos escritos de ambos os grupos não apoia totalmente esta afirmação. Embora existam algumas semelhanças, também existem muitas diferenças. Sobre a natureza de Cristo, alguns pioneiros adventistas entenderam a expressão bíblica “Filho unigênito” como implicando que Cristo teve um começo, enquanto Ellen White citou essa expressão sem nunca endossar esse ponto de vista. Sobre este assunto, os antitrinitários modernos optam por permanecer com a visão não-trinitária daqueles pioneiros com quem concordam, mas negligenciam outras declarações que não se enquadram nos seus pontos de vista.
No que diz respeito à natureza do Espírito Santo, os primeiros adventistas não eram claros sobre este assunto e preferiram não especular. Em contraste, antitrinitários modernos oferecem diferentes pontos de vista sem muita restrição ou hesitação em entrar no domínio especulativo. Ellen White, contudo, enfatizou claramente a personalidade distinta do Espírito Santo.
No que diz respeito à tensão entre a tradição e a nova luz, tanto Ellen White como os pioneiros adventistas estavam abertos a novos e mais profundos entendimentos da Palavra de Deus. Distintamente, antitrinitários modernos permanecem com as opiniões não-trinitárias dos pioneiros e consideram qualquer afastamento dessas opiniões como uma apostasia inaceitável.
Nem os pioneiros adventistas nem Ellen White alguma vez questionaram a confiabilidade da Bíblia e dos escritos dela. Todavia, alguns antitrinitários modernos não têm dificuldade em ensinar que o texto real tanto das Escrituras como dos escritos de Ellen White foi maliciosamente distorcido para promover pontos de vista trinitários.
Enquanto os pioneiros adventistas usavam métodos hermenêuticos integrativos sólidos, antitrinitários modernos baseiam muitos dos seus postulados numa hermenêutica dicotômica e seletiva, com uso frequente do argumento do silêncio. Inegavelmente, alguns pioneiros adventistas incluíram a doutrina da Trindade entre os falsos ensinos da grande apostasia pós-apostólica da igreja cristã, mas Ellen White nunca endossou esta visão. Sobre este assunto, antitrinitários modernos estão alinhados com alguns pioneiros, mas não com Ellen White.
Tendo passado muito tempo com os escritos dispersos dos adventistas antitrinitários modernos, ficamos com a impressão de que os antitrinitários estão bastante unidos na luta contra a doutrina da Trindade e muito divididos na forma de alcançar esse objetivo. Não há entre eles tantos pontos de vista conflitantes sobre a natureza do Filho quanto sobre a natureza do Espírito Santo. Isto nos faz perguntar: numa época em que precisamos do poder do Espírito Santo, mais do que nunca, para nos reavivar e nos capacitar para terminar a pregação do evangelho eterno ao mundo inteiro, em quais dessas visões conflitantes devemos confiar? Que benefício espiritual obtemos ao negar a personalidade do Espírito Santo?
Precisamos de uma compreensão clara do que a Bíblia e os escritos de Ellen White como um todo têm a dizer sobre a Divindade. Mas nunca devemos nos esquecer de que “são aqueles que não têm conhecimento experimental de Deus que se aventuram a especular a respeito dele. Se eles conhecessem mais sobre ele, teriam menos a dizer sobre o que ele é. Aquele que na vida diária mantém a comunhão mais próxima com Deus, e que tem o conhecimento mais profundo dele, percebe mais profundamente a total incapacidade dos seres humanos de explicar o Criador.”106 Que o Senhor nos ajude a ter um conhecimento experiencial salvífico de Deus!
Nota
1 Sylvester Bliss, Memoirs of William Miller (Boston, MA: Joshua V. Himes, 1853), pp. 77–78.
2 “The Creed of Nicaea,” em Creeds & Confessions of Faith in the Christian Tradition, 3 vols., ee. Jaroslav Pelikan e Valerie Hotchkiss (New Haven, CT: Yale University Press, 2003), 1:159.
3 “The Niceno–Constantinopolitan Creed,” em Pelikan e Hotchkiss, 1:163.
4 J. M. Stephenson, “The Atonement,” Review and Herald, 14 de novembro de 1854, p. 105.
5 Uriah Smith, Thoughts, Critical and Practical, on the Book of Revelation (Battle Creek, Mich.: Steam Press of the Seventh-day Adventist Publishing Association, 1865), p. 59.
6 Uriah Smith, Thoughts, Critical and Practical, on the Book of Daniel and the Revelation (Battle Creek, MI: Review and Herald, 1882), p. 487.
7 E. J. Waggoner, Christ and His Righteousness (Oakland, CA: Pacific Press, 1890), pp. 21–22.
8 Ellen G. White, “An Appeal to the Ministers,” Review and Herald, 8 de agosto de 1878, p. 49.
9 Ellen G. White, “Christ[,] Man’s Example,” Review and Herald, 5 de julho de 1887, p. 417.
10 Ellen G. White, “Christ the Life Giver,” Signs of the Times, 8 de abril de 1897, p. 6; cp. Ellen G. White, O Desejado de Todas As Nações, p. 530. Esta declaração apareceu originalmente em John Cumming, Sabbath Evening Readings on the New Testament. St. John (Boston, MA: John P. Jewett, 1856), p. 5
11 Ellen G. White, “Resistance to Light, No. 3,” Signs of the Times, 29 de agosto de 1900, pp. 2–3.
12 [Fred Allaback], Holland 1995, 56th Seventh–day Adventist General Conference Session: No New Leaders . . . No New Gods! (Creal Springs, IL: 7th–day Adventist Home Church, [1995]), p. 13.
13 Ibid., pp. 16–31.
14 Rachel Cory-Kuehl, The Persons of God: Another Look at an Old Question (Albuquerque, MN: Aggelia, 1996), p. 51.
15 Ibid., p. 49.
16 Ibid., p. 51.
17 Allen Stump, The Foundation of Our Faith: 160 Years of Christology in Adventism, 6ª e. (Welch, WV: Smyrna Gospel Ministries, s.d.), p. 118. Ênfase original. A primeira edição deste livro foi publicada em 1997.
18 Joe Harricharan, God’s Mystery Finally Understood (Welch, WV: Smyrna, s.d.), p. 12.
19 Ken LeBrun, Not a Mystery: Understanding God, e. rev. (Helena, MT: Prophecy Waymarks, 2023), p. 45.
20 Ingo Sorke, “The Son of God,” SDA Version (2021), 6, 10, https://www.ingosorke.com/studies/jesus/ (acessado em 21 de junho de 2023).
21 Ellen White, “Christ the Life Giver,” p. 6.
22 Paul Chung, Life Original, Unborrowed, Underived (s.d.), 13, https://asitreads.com/product/life–original–unborrowed–underived/ (acessado em 27 de março de 2023), ênfase acrescida.
23 Ellen White, “Resistance to Light,” pp. 2–3.
24 Paul Chung, There Never Was a Time (s.d.), p. 3, https://asitreads.com/ product/there–never–was–a–time/ (acessado em 27 de março de 2023).
25 Ambrose, On the Holy Spirit 1.11.120, 122 (NPNF2 10:109).
26 Anselm of Canterbury, The Procession of the Holy Spirit 14, em Anselm of Canterbury, The Major Works, ee. Brian Davies e G. R. Evans, Oxford World’s Classics (Oxford, UK: Oxford University Press, 1998), p. 429.
27 “The Westminster Confession of Faith,” 2.3, em Pelikan and Hotchkiss, 2:609.
28 J. H. Waggoner, “The Gifts and Offices of the Holy Spirit—No. 1,” Review and Herald, 23 de setembro de 1875, p. 89.
29 D. M. Canright, “The Holy Spirit. The Holy Spirit Not a Person, But an Influence Proceeding from God,” série de duas partes em Signs of the Times, 25 de julho de 1878, p. 218; 8 de agosto de 1878, p. 236.
30 Ibid., 25 de julho de 1878, p. 218.
31 Uriah Smith, “The Spirit of Prophecy and Our Relation to It,” Daily Bulletin of the General Conference, 18 de março de 1891, p. 146.
32 George C. Tenney, “To Correspondents,” Review and Herald, 9 de junho de 1896, p. 362.
33 Ellen G. White, “To My Brethren in America,” Carta 8 (February 6), 1896, publicado em Ellen White, Special Testimonies for Ministers and Workers—No. 10 (Battle Creek, MI: [General Conference of Seventh-day Adventists], 1897), p. 25, reimpresso em Ellen White, [Special Testimonies—] Series A (Payson, AZ: Leaves–Of–Autumn Books, 1976), p. 345.
34 Ellen G. White, “‘Go Ye into All the World, and Preach the Gospel to Every Creature,’” Ms 22 (5 de março), 1897, publicado em Ellen White, Special Testimonies for Ministers and Workers—No. 10, p. 37, reimpresso em Ellen White, [Special Testimonies—]Series A, p. 351.
35 Ellen G. White, O Desejado de Todas As Nações, p. 671.
36 Ellen G. White, “Extracts from a Talk Given by Mrs. E. G. White at the Opening of College Hall, Avondale,” Ms 66, 1899, publicado em Ellen White, Evangelismo, p. 616.
37 Ellen G. White, “Teachers to Have an Abiding Christ,” Ms 85, 1901, publicado em Seventh–day Adventist Bible Commentary, 6:1075.
38 Ellen G. White, “Come Out and Be Separated,” Ms 21, 1906, republicado em Ellen White, Evangelismo, p. 615. Esta declaração foi escrita originalmente em novembro de 1905 e datilografada em 9 de janeiro de 1906.
39 Ellen G. White, “Preach the Word,” Ms 20, 1906; e Ellen White, Evangelismo, pp. 616–617.
40 Cory-Kuehl, p. 135.
41 Lynnford Beachy, God’s Love on Trial: Do You Really Know the God of the Bible? (Welch, WV: Smyrna, 2004), p. 18.
42 David Clayton, Who Is Telling the Truth About God? (Welch, WV: Smyrna Gospel Ministries, s.d.), pp. 25–26.
43 Ibid., p. 27.
44 Ibid., p. 20, ênfase no original.
45 David144 (na verdade David Barron), “The Comforter Which Is the Holy Spirit,” The Third Angel’s Message, 23 de agosto de 2012, https://thethirdangelsmessage.com/the–comforter– which–is–the–holy–spirit.
46 Paul Chung, “Holy Spirit Is a Distinct Personality — A Statement Re-Examined,” 13 de junho de 2018, As It Reads, https://asitreads.com/2017-8-29-holy-spirit-has-a-distinct-personality/ (acessado em 21 de junho de 2023).
47 Ellen G. White, “Come Out and Be Separated,” Ms 21, 1906, republicado em Ellen White, Evangelismo, p. 615. Esta declaração foi escrita originalmente em novembro de 1905 e datilografada em 9 de janeiro de 1906.
48 As It Reads, “Answers to Objections — Ellen White,” As It Reads, https://asitreads.com/answers-to-objections-egw/ (acessado em 21 de junho de 2023).
49 [Allen Davis], “Who Did Ellen White Say Is the Third Person?”, Trinity Truth, https://www.trinitytruth.org/whoisthethirdpersonellenwhite.html (acessado em 21 de junho de 2023).
50 Allaback, p. 5. Lloyd G. Martin, 100 and More Mysteries of the Trinity (Manchester, Jamaica: Restoration Ministries, 2000), p. 27, afirmou de forma semelhante que “o terceiro Ser mais elevado no Céu antes da entrada do pecado era Lúcifer.”
51 Council of Trent, 4th Session, em The Canons and Decrees of the Council of Trent, trad. Theodore A. Buckley (London: George Routledge, 1851), p. 19.
52 Concílio Vaticano II, Dei Verbum 9, https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_ dei-verbum_en.html (acessado em 21 de junho de 2023).
53 Guilherme Miller, Apology and Defence (Boston, MA: Joshua V. Himes, 1845), pp. 5–6, 12.
54 [Tiago White], em A Word to the “Little Flock,” e. Ellen G. White (Brunswick, ME: [James White], 1847), p. 13.
55 [Uriah Smith], A Declaration of the Fundamental Principles Taught and Practiced by the Seventh–day Adventists (Battle Creek, MI: Steam Press of the Seventh–day Adventist Publishing Association, 1872), p. 5, art. III.
56 Ellen G. White, The Spirit of Prophecy (Battle Creek, MI: Review and Herald, 1884), 4:413, republicado em Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 595.
57 Ellen G. White, Testemunhos para A Igreja, 8:192.
58 Ellen G. White, “Christ Our Hope,” Review and Herald, 20 de dezembro de 1892, p. 785, republicado em Ellen G. White, Counsels to Writers and Editors (Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1946), p. 35; ver, também, ibid., pp. 33–51.
59 Allaback, pp. 14, 46–61.
60 Lynnford Beachy, What Did the Pioneers Believe? Quotes From Early Seventh–day Adventist Pioneers, e, rev. (Welch, WV: Smyrna Gospel Ministries, 2006).
61 “SDA Pioneers’ Statements,” As It Reads, http://www.asitreads.com/pioneers–statements (acessado em 21 de junho de 2023).
62 “Trinity in Adventist History,” As It Reads, http://www.asitreads.com/trinity-in-adventist-history (acessado em 21 de junho de 2023).
63 Mark H. Graeser, John A. Lynn, e John W. Schoenheit, One God & One Lord: Rediscovering the Cornerstone of the Christian Faith, 4ª e. (Martinsville, IN: Spirit & Truth Fellowship International, 2010), pp. 609–617.
64 Ellen G. White to Brother and Sister Muckersey, Carta 32, (14 de fevereiro), 1899.
65 Ellen White, Mensagens Escolhidas, 1:15.
66 Ellen G. White, “The Tasmanian Camp-Meeting,” Review and Herald, 11 de fevereiro de 1896, p. 81.
67 Ellen White, Testemunhos para A Igreja, 5:171.
68 Ellen White, Mensagens Escolhidas, 1:18.
69 Terry Hill, “A Brief Undocumented Overview of the History of the Rejection and the Acceptance of the Trinity Doctrine Within Seventh–day Adventism” (2021 e.), pp. 25–30, http://theprophetstillspeaks.co.uk/Articles_pdf/A_brief_undocumented_history.pdf (acessado em 21 de junho de 2023).
70 Ricardo Nicotra, “Eu e o Pai Somos Um”: E o Espírito Santo? Não faz parte da Trindade?, 2ª e. (São Paulo: Ministério Bíblico Cristão, 2004), pp. 49–55. A abordagem de Nicotra é amplamente baseada em A. Ploughman, “A Collection of the Evidence for and Against the Traditional Wording of the Baptismal Phrase in Matthew 28:19” (1961), http://www.thenazarenefellowship.co.uk/ (acessado em 21 de junho de 2023).
71 Grant R. Osborne, Matthew, Zondervan Exegetical Commentary on the New Testament 1 (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2010), p. 1081.
72 Ellen G. White, Supplement to the Christian Experience and Views of Ellen G. White (Rochester, NY: James White, 1854), p. 19, republicado em Ellen G. White, Primeiros Escritos, 10ª e. (Mountain View, CA: Pacific Press, 1906), p. 101.
73 Ellen White, The Spirit of Prophecy, 2:136.
74 Ellen G. White para W. W. Prescott, Carta 53 (26 de janeiro), 1904, publicado em Ellen G. White, Reflecting Christ (Washington, DC: Review and Herald, 1985), p. 107.
75 Ellen G. White, “Labour in Faith and Humble Dependence,” Review and Herald, 4 de março de 1909, p. 8.
76 D. M. Canright, Life of Mrs. E. G. White, Seventh-day Adventist Prophet: Her False Claims Refuted (Cincinnati, OH: Standard Publishing Company, 1919), p. 213.
77 Goran Šušljić, First Commandment or Trinity? Encyclopedia of Evidences of Old Trampled Truths of All Areas (s.d.), PDF e-book, 4–5, https://first-commandment-or-trinity.com/DOWNLOAD/Book_First_Commandment_OR_Trinity.pdf (acessado em 21 de junho de 2023).
78 [Jairo Pablo Alves de Carvalho, e.], A Divindade, e a maravilhosa conexão entre o céu e a terra, chamada Espírito Santo (Contenda, PR, Brazil: Ministério 4 Anjos, [2003]), pp. 59, 69.
79 Anônimo, “Mãos Criminosas Alteraram os Escritos de Ellen White,” https://www.scribd.com/document/266290965/Maos-Criminosas-Alteraram-Os-Escritos-de-Ellen-White-Para-Impressao-pdf (publicado em 22 de maio de 2015).
80 Allaback, 34.
81 Lynnford Beach, “Adventist Review Perpetuates the Omega,” Old Paths 8, nº 7 (julho de 1999): 10.
82 Tim Poirier, “Ellen White’s Trinitarian Statements: What Did She Actually Write?” Ellen White and Current Issues Symposium 2 (2006): 18–40;
83 Ellen White, O Desejado de Todas As Nações, p. 669.
84 Ellen White, Evangelismo, pp. 613-617.
85 Allaback, p. 36.
86 Ellen G. White, “Sermon/Thoughts on Matthew 4,” Ms 139 (24 de julho), 1906.
87 Ellen White, “Opening of College Hall, Avondale.”
88 Brendan Paul Valiant, “Separate Worship for the Spirit?”, As It Reads, https://asitreads.com/2017-12-23-separate-worship-for-the-spirit/ (publicado em 24 de dezembro de 2017).
89 Miller, Apology and Defence, pp. 2, 6.
90 William Miller, “Mr. Miller’s Letters. No. 5. The Bible Its Own Interpreter,” Signs of the Times (Millerite), 15 de maio de 1840, p. 25.
91 [Tiago White], “The Sabbath,” Present Truth, dezembro de 1849, p. 38.
92 [Tiago White], nota editorial, Review and Herald, 3 de outubro de 1854, p. 62.
93 Ellen G. White, “How to Study the Bible,” Ms 175, 1901, publicado em Ellen White, Manuscript Releases, vol. 2 (Silver Spring, MD: E. G. White Estate, 1990), pp. 89–90.
94 Cory-Kuehl, p. 11.
95 Ibid., p. 37.
96 Martinho, 10.
97 “Trinity in Adventist History,” As It Reads.
98 “Who Is the Holy Spirit?” As It Reads.
99 Davis,
100 Nicotra, p. 48.
101 J. N. Loughborough, “Questions from Bro. Loughborough,” 5 de novembro de 1861, p. 184.
102 R, F. Cottrell, “The Trinity,” Review and Herald, 6 de julho de 1869, p. 11.
103 Ellen G. White, The Spiritual Gifts: The Great Controversy Between Christ and His Angels, and Satan and His Angels (Battle Creek, MI: James White, 1858), pp. 103–118.
104 Martin, p. 31.
105 Terry Hill, “A Simple Guide to Understanding the Trinity Doctrine—Its Theology, Its History and Its Implications” (2017, publicado originalmente em 2012), 39, http://theprophetstillspeaks.co.uk/Articles_pdf/A_simple_guide.pdf (acessado em 21 de junho de 2029).
106 Ellen G. White, Medical Ministry (Mountain View, CA: Pacific Press, 1963), p. 92.