Estabelecendo A Data 457 A.E.C.

Estabelecendo A Data de 457 A.E.C.


Artigo de L.P. Tolhurst

L.P. Tolhurst era professor de teologia no Pacific Adventist College em Papua-Nova Guiné quando escreveu este artigo.


Tradução: Hugo Martins

“Estabelecendo A Data 457 A.E.C.” (original em inglês: Establishing the date 457 B.C.), de L.P. Tolhurst, fora, primeiramente, publicado em abril de 1988 na revista Ministry,® International Journal for Pastors, www.MinistryMagazine.org.  Usado com permissão.


Adventistas do sétimo dia acreditam que “ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn 9:25) marca não apenas o início da profecia das 70 semanas dessa passagem, mas, também, o início dos 2300 dias mencionados em Daniel 8:14. Acreditamos que esta última profecia vai até 1844 e, portanto, aponta-nos como o povo de Deus que se levantou nesse momento para proclamar a mensagem final de advertência ao mundo. Se estivermos corretos, deveríamos ser capazes de justificar nosso clamor em produzir evidência que são base para isso.

Os três decretos persas desempenharam papéis na restauração do povo de Deus do cativeiro que os babilônios tinham instituído.[1] Confirmar nossa interpretação dessas importantes profecias de Daniel depende da identificação e da datação do decreto o qual Deus intencionou que período do cálculo começasse.

Ciro promulgou o primeiro decreto no primeiro ano seu reino na Babilônia em 538/537 A.E.C. (ver Esdras 1:1; 6:1 e 2 Cr 36:22–23). A Bíblia não indica quando, no primeiro ano de seu reino, este decreto foi promulgado, não sabemos, então, se o ano em questão é 538 ou 537 A.E.C. A Bíblia, também, nem nos indica quando grupo de Zerubabel deixou a Babilônia e quando chegaram a Jerusalém, não sabemos, então, quando este decreto se tornara efetivo. A indefinição bíblica sobre desses detalhes depõe contra este ser o decreto a que estamos tratando. Ademais, o decreto de Ciro não diz nada acerca da restauração da cidade. Fala, tão somente, da reconstrução do Templo.

Uma outra evidência que este é o decreto errado é que simplesmente não se adequa à profecia de Daniel 9 do tempo da chegada do Messias, o ungido. Com a data deste decreto com um ponto de partida, os 483 anos que Daniel fala não alcançam qualquer período próximo a Jesus, não intenciona identificar o ano de Seu batismo, de Sua unção, que tomou lugar em 27 E.C.

A Escritura não fornece qualquer data para o segundo decreto, o de Dario O Grande. Tudo o que sabemos é fora promulgado nos primeiros anos de seu reino, como resultado dele, o Templo fora concluído e dedicado.[2] E, assim como o de Ciro, o decreto de Dario dizia respeito à restauração do Templo, não da cidade. Obviamente, estabelecer um ponto de partida para a profecia deste decreto não é de muita serventia.

Se Deus intencionara que um desses decretos marcassem o início da contagem de uma profecia tão importante como essa dos 2300 dias, certamente, então, Ele teria visto que os detalhes necessários estavam registrados na Bíblia.

O Decreto de Artaxerxes

 É em conexão com o terceiro decreto que —do sétimo ano de Artaxerxes, registrado em Esdras 7:8–9— que temos a informação necessária para localizar no tempo esta importante profecia. Em relação a este decreto, é-nos dito que Esdras partiu da Babilônia no primeiro dia do primeiro mês do sétimo ano do reino de Artaxerxes e que ele e seu grupo chegaram a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês do mesmo ano. Para nenhum outro decreto é dado tantos detalhes. Isto em si deve nos servir de alerta. Certamente, Deus está dizendo algo a nós quando Sua Palavra é tão clara em relação a este decreto e tão obscura em relação aos outros dois.

Ademais, este decreto promulgava a restauração do governo local em uma escala não mencionadas em outros decretos (note Esdras 7:21–28). Fortalecia o judiciário a punir os malfeitores garantindo, até mesmo, a autoridade de imputar a pena de morte. E como resultado deste decreto, Esdras começou a edificar a cidade —ver a carta de Artaxerxes em Esdras 4.

Entretanto, talvez o mais forte argumento de todos seja quando calculamos a profecia de Daniel 9 usando a data deste decreto, 457 A.E.C., como ponto de partida da profecia que alcança, precisamente, o batismo de Jesus. De fato, Daniel 9:24 sugere que os eventos que tomam lugar durante as 70 semanas configuram o selo da aprovação de Deus sobre a profecia como um todo. Eles mostram que a profecia fora divinamente dada e, portanto, absolutamente, confiável. E nenhuma outra data chega nem mesmo perto de satisfazer as demandas desta profecia.

Obviamente, então, o decreto que Deus quer que usemos é esse de Esdras 7, o decreto promulgado no sétimo ano de Artaxerxes. Deus nos tem dado detalhes sobre quando fora promulgado e quando se tornara efetivo. E a precisão com a qual cumpre-se no batismo de Jesus testifica de sua autenticidade. É preciso demais para estar errada!

Tendo determinado que é o decreto de Artaxerxes que marca o início desses períodos proféticos, devemos, agora, estabelecer como esse, 457 A.E.C., sendo, de fato, o ano em que promulgara seu decreto.

Os métodos de datação babilônios e persas

No tempo dos persas, todos os eventos e documentos eram datados em termos do número do dia, nome ou número do mês e o número do ano do rei que, atualmente, reinava. Por exemplo, como já vimos, Esdras disse que ele partiu para Jerusalém no primeiro dia do mês 1 do sétimo ano de Artaxerxes, chegando, ali, no primeiro dia do mês 5 do mesmo ano.

Quando um rei morria e novo ascendia ao trono, a porção remanescente desse ano era considerada como o ano de ascensão do novo rei e não era contado ou chamado de o primeiro ano do reinado do novo rei. Unicamente o primeiro ano por completo do calendário do reinado de um rei era chamado de seu primeiro ano (ver figura 1). Como pode, prontamente, ser visto, o ano de ascensão poderia ser longo ou curto dependendo de quando o novo rei subira ao trono.

Ano de Ascensão de Xerxes

Para estabelecer a data de um evento em termos [equivalentes] de nosso calendário, estudiosos, primeiramente, tem que determinar a sucessão de reis e a extensão de seus reinados. As listas de reis que os escritores antigos proveram são uma fonte de tais informações. Um outro método é aquele que Richard A. Parker e Waldo H. Dubberstein desenvolveram quando eles ajuntaram a informação publicada em seu útil livro Babylonian Chronology: 626 B.C.-AD. 75. O método de Parker e Dubberstein baseara-se no fato que milhares de tabletes datados por seus autores para os reinados dos reis do Antigo Oriente Médio foram encontrados. Esses dois homens sugeriram que encontrando três ou quatro tabletes descrevendo os dias finais do reino de cada rei e três ou quatro tabletes descrevendo os dias prímevos de cada sucessor, o ponto de transição entre cada reino poderia ser muito bem estabelecido. Usando este método, eruditos podem calcular o mês, e algumas vezes até o dia do mês, que um rei morreu e o dia em que seu sucessor ascendeu ao seu lugar. Desse modo, eles foram capazes de compilar uma lista de reis babilônicos e persas com detalhes precisos como quando cada rei ascendera ao trono e quanto tempo cada rei governara.

Para atribuir a datação A.E.C. aos reinos desses reis, estudiosos têm de dar um passo a mais; eles têm de encontrar um meio de correlacionar os reinados dos reis a nossa escala A.E.C. Eles estabeleceram esta correlação por meio dos tabletes que registravam os eclipses que ocorreram nos dias daqueles reis. A maioria desses tabletes descrevem, em detalhes, eclipses que já ocorreram, mas ao menos um prediz um eclipse ainda porvir; ocorrera no sétimo ano de Cambises. Sendo capazes, até mesmo, de predizer eclipses revela o alto padrão de ciência astronômica que esses antigos povos praticavam.

Quando arqueólogos encontraram e traduziram tabletes descrevendo eclipses, astrônomos foram capazes de calcular quando, em termos de nosso calendário, aqueles eclipses ocorreram. Com isso, conjecturas foram eliminadas e datas precisas foram dadas aos reinos desses reis antigos. Em termos de cronologia, os períodos babilônicos e persas estão entre os períodos mais bem documentados da história.

A data do sétimo ano de Artaxerxes

Com tamanha riqueza de informação relacionada a cronologia deste período, podemos, com confiança, determinar a data A.E.C. do sétimo ano do reinado de Artaxerxes.

Xerxes, o predecessor de Artaxerxes, fora assassinado em algum momento entre 17 de dezembro de 465 A.E.C. e 3 de janeiro de 464 A.E.C. O tablete descrevendo a última data conhecida de seu reinado é datado do mês nove (que corresponde a dezembro) do seu vigésimo primeiro ano de seu reinado. E o Papiro Elefantino do Egito contém a primeira data conhecida identificada com o reino de Artaxerxes equivalente a 3 de janeiro de 464 A.E.C. Desde que a data vem de registros originários do Egito, a maioria dos eruditos concordam que Xerxes morrera antes do fim de dezembro, pois, dificilmente, essas novas de sua morte e da sucessão de Artaxerxes seriam transmitidas da Pérsia para o Egito em três dias. Portanto, parece certo que a morte de Xerxes deve ser datada no final de dezembro de 465 A.E.C.

Enquanto os judeus usavam um calendário primavera-a-primavera para seu ano religioso, nesse tempo eles usavam um segundo calendário também, ––assim como muitas nações hoje tem um ano fiscal, assim como um calendário anual. Assim como os inícios e os fins de nossos anos fiscais diferem-se em seis meses dos nossos calendários anuais, o calendário judaico outono-a-outono difere-se em seis meses do calendário primavera-a-primavera. Tanto quanto os meses de nossos calendários anuais e fiscais tenham o mesmo nome, os meses dos calendários outono-a-outono e primavera-a-primavera mantêm a mesma numeração. Enquanto o calendário primavera-a-primavera começava com o mês 1 e terminava com o mês 12, o calendário outono-a-outono começava com o mês 7 e terminava com o mês 6 (ver figura 2).

O Calendário Primavera-a-Primavera e Outono-a-Outono

Com esta informação, podemos construir uma linha do tempo para os anos prímevos de Artaxerxes e chegar, assim, ao tão importante sétimo ano de seu reinado. Calculamos esse ano de acordo com calendário outono-a-outono que Esdras estava usando quando ele se referiu ao decreto de Artaxerxes.

A figura 3 nos mostra que o sétimo ano de Artaxerxes começou em 458 A.E.C. e estendeu-se até 457 A.E.C. e que as datas registradas na Escritura, em conexão a este decreto, —aquelas da partida para Jerusalém e para a sua chegada ali— caem em 457 A.E.C.

Sétimo Ano de Artaxerxes

É interessante notar que Guilherme Miller e seus associados usavam um método diferente para o cálculo dos nossos anos correspondentes ao sétimo ano de Artaxerxes. Baseando sua obra no Cânon Ptolomaico, chegaram à mesma data que chegamos acima. Isto, certamente, é uma confirmação gratificante, assim como valor de confiança, da nossa posição e deve ajudar-nos a fortificar a nossa fé na mensagem que damos ao mundo. Como o apóstolo Pedro declarou: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas” (2 Pedro 1:16).

O uso judaico do calendário outono-a-outono

O calendário por meio do qual os babilônios e persas reconheciam seus anos eram um calendário primavera-a-primavera. Isto é, seu ano começava na primavera e terminava no fim do inverno. Em reconhecer seu ano religioso, os judeus usavam, também, um calendário primavera-a-primavera. Mas, às vezes, eles usavam um calendário outono-a-outono quando reconheciam seus próprios reis e reis estrangeiros.

Aqueles que ignoram, ou não estão à parte deste fato, podem estar distantes em até seis meses em sua datação de eventos bíblicos, o que podem levar a usar data em nossa escala A.E.C./E.C. em um ano completamente diferente. Reconhecendo o “sétimo ano de Artaxerxes” de Esdras por meio do calendário primavera-a-primavera, por exemplo, coloca suas datas a levar a cabo o decreto Artaxerxes em 458 A.E.C. e o clímax da profecia das 2300 tardes e manhãs no ano 1843 E.C. em vez de 1844 E.C.

Quatro linhas de evidência —três bíblicas e uma extra bíblica— mostram que os judeus usavam o calendário outono-a-outono.

  1. A edificação do Templo de Salomão

A Escritura nos diz que Salomão começou a edificar o Templo no quarto ano de seu reinado, no mês de zive, o segundo mês do ano judaico e que ele terminara o Templo no décimo primeiro ano de seu reinado, no mês bul, o oitavo mês do ano judaico (1 Reis 6:1, 37–38). Em um calendário primavera-a-primavera, essas datas abrangeriam sete anos e meio literais, que os judeus teriam contado como oito anos com seu reconhecimento inclusivo.

Mas, baseando-se em calendário outono-a-outono, as mesmas datas renderiam seis anos e meio, que, com reconhecimento inclusivo, os judeus teriam contado como sete anos, o tempo que a Escritura, realmente, especifica para a edificação do Templo de Salomão (verso 38).

  1. Reformas de Josias

Em 2 Reis 22:3–23:23, lemos acerca das reformas que Josias empregou em Judá e da celebração da Páscoa com a qual encerrou aquelas reformas. Josias enviou seus homens através de seu reino para chamar o povo a abandonar a adoração de ídolos e voltarem-se para o Deus verdadeiro. Lugares de adoração pagã foram destruídos, o postes-ídolos foram despedaçados e o povo fora convidado a reunir-se em Jerusalém para a Páscoa. Não é difícil entender que os homens de Josias precisavam de um longo período de tempo para realizar tudo isto. Levaria, também, o povo, algum tempo, para viajar até Jerusalém, especialmente aqueles que viviam nos locais mais longínquos do reino. Ademais, a Escritura indica que as reformas foram levadas à cabo e o povo reunira-se entre o início do décimo oitavo ano do reinado de Josias e o tempo da Páscoa que tomara lugar naquele ano.

Desde que a Páscoa era celebrada no décimo quarto dia do primeiro mês do ano, se esses eventos foram registrados baseando-se no calendário primavera-a-primavera, tudo isso teria acontecido em 14 dias no máximo! Entretanto, se levarmos em consideração que os judeus estavam usando o calendário outono-a-outono, haveria mais de seis meses e meio para que essas reformas fossem levadas à cabo antes da celebração da Páscoa, um cenário muito mais provável.

  1. Neemias diante do rei

No início do registro de sua obra em Jerusalém, Neemias diz ter ouvido más notícias acerca da condição da cidade no mês de quisleu (Neemias 1:1–4), que é o nono mês do calendário judaico. Ele continua por dizer que, como um resultado dessas más notícias, ficava triste na presença do rei no mês de nisã (Neemias 2:1–8), o primeiro mês do calendário judaico. Para o que nos interessa aqui, ele data tanto o seu ouvir das más notícias quanto a ocasião na qual Artaxerxes notou sua tristeza no vigésimo primeiro ano do rei. Se ele estivesse seguindo um calendário primavera-a-primavera, em que os meses procediam em ordem numérica, sua tristeza diante do rei teria precedido seu ouvir das novas que resultaram nessa tristeza! Mas, no calendário outono-a-outono, sua datação dos eventos não apresenta qualquer problema porque nesse calendário o mês 9 precede o mês 1.

Dois fatores fazem deste exemplo do uso do calendário outono-a-outono de particular importância para a datação do decreto de Artaxerxes. Primeiro, enquanto os dois exemplos anteriores envolviam datas baseadas em reinados de reis hebreus, Neemias, assim como Esdras, estava baseando sua datação em reinado de um rei Persa.

Segundo, Neemias era contemporâneo de Esdras em tempo e em circunstâncias —ambos eram judeus que cresceram na Pérsia e escreveu dentro de uns poucos anos um após outro após o seu retorno à Palestina. Esperaríamos duas pessoas, com o mesmo cenário, que estavam escrevendo ao mesmo tempo e lugar, a usar a mesma técnica de datação.

  1. O Papiro Elefantino

S. H. Horn e L. H. Wood têm encontrado evidência extra bíblica para uso judaico do calendário outono-a-outono durante o período persa. Alguns dos manuscritos foram escritos por soldados judeus aquartelados na fortaleza nas Ilhas Elefantinas no Nilo no Alto Egito foram datados por dois calendários, o calendário egípcio e o calendário judaico outono-a-outono. Esses manuscritos, datados por volta de 422 A.E.C. a 419 A.E.C., oferecem uma outra evidência do uso judaico deste calendário até mesmo quando o rei cujo reinado o qual as datas se basearam eram um estrangeiro, neste caso o persa Dario II (Papiro Kraeling Nº 6 é de especial importância aqui). Horn e Wood fornecem detalhes desta evidência em seu livro The Chronology of Ezra 7.

Concluindo, a probabilidade de Esdras ter usado o calendário outono-a-outono pode ser fundamentada tanto de fontes bíblicas quanto de fontes extra bíblicas.

Bibliografia

Horn, S. H. e L. H. Wood. The Chronology of Ezra 7. Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1953.

Parker, Richard A. e Waldo H. Dubberstein. Babylonian Chronology: 626 B.C.-A.D. 75. 3ª impressão. Providence, R.I.: Brown University Press, 1969.

 The Seventh’day Adventist Bible Commentary. Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1954. Vols. 3, 4.

Thiele, E. R. The Mysterious Numbers of the Hebrews Kings. Exter, Devon, England: Paternoster Press, 1965.

Wiseman, D. J. Chronicles of Chaldaean Kings (626- 556 B.C.). London: Trustees of the British Museum, 1961.

[1] Uma quarta possibilidade tem sido sugerida: alguns consideram o consentimento de Artaxerxes ao pedido de Neemias para retornar a edificar Jerusalém (444 A.E.C., Ne 1:1–3; 2:1) como o decreto que deveria fornecer a nós a data do início da profecia (ver, e.g., Robert Anderson, The Coming Prince [Grand Rapids: KregelPub., n.d.]). Todavia, iniciar a partir da data deste incidente dessincroniza a profecia das 70 semanas com a data do batismo de Jesus. E enquanto a Bíblia cita, cuidadosamente, cada um dos três decretos precedentes, cita, neste caso, meramente, que Artaxerxes garantiu permissão e enviou cartas de acompanhamento; não há quaisquer indícios de que ele promulgara um decreto. Tal tratamento improvisado deste “decreto” é, dificilmente, o que se esperaria se o Senhor quisesse marcá-lo como ponto de partida da importante profecia de Daniel.

[2] A reedificação do Templo que o decreto de Ciro tinha iniciado expirara. Os judeus começaram a trabalhar no Templo novamente e escreveram, então, pedindo a permissão de Dario. Em seu segundo ano, respondeu Dario garantindo tal permissão. A obra continuou e, em seu sexto ano, o Templo fora dedicado (ver Ageu 2:10–18 e Esdras 6:15).

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